sábado, 7 de abril de 2012

Tamanho de pênis


A medida do pênis precisa ser feita da base até a glande, quando o pênis estiver ereto.

- Um pênis flácido mede, em média, de 5 a 10 cm de comprimento e 2 cm de diâmetro.
- O tamanho de um pênis considerado na média varia de 12 a 17 cm e o diâmetro alcança 3 cm.
- A média mundial do tamanho de pênis é de 13,7 cm.
- Um pênis é considerado grande quando maior que 17 cm ereto.
- Considera-se micropênis quando a medida for menor que 7,5 cm ereto ou que 4 cm flácido.
- O pênis cresce até aproximadamente os 18 anos. O tamanho também é determinado geneticamente.
- Um pênis ereto pesa cerca de 150 gramas, praticamente o dobro se comparado enquanto ele estiver flácido.
- Cada homem tem um pênis de um tamanho diferente. A realidade é que não há um tamanho certo ou errado.


Dicas para quem anda preocupado com o tamanho do pênis:


- Converse com sua parceira ou seu parceiro sobre o assunto.
- Cuida de si mesmo, fazer exercícios físicos elevam a segurança e auto-estima, além de proporcionar maior resistência e força.
- Apare o cabelo em volta do pênis. O excesso de pêlos fazem com que o pênis pareça menor.
- Se houver muitas dúvidas, converse com um especialista, como o urologista.


Fonte: Terra. O Guia dos Curiosos - Sexo, Autor: Marcelo Duarte, Editora: Cia. Das Letras.

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Campanha do Ministério da Saúde contra DST

Artigo: Proibir aborto não reduz prática


Um levantamento feito pelo Instituto Guttmacher, dos Estados Unidos, mostrou que leis severas contra o aborto não reduzem a prática. Pelo contrário: as taxas mais altas de aborto foram constatadas justamente em regiões com legislação restritiva. Na América Latina, que tem relativamente o maior número de abortos do mundo, a maioria dos países proíbe a prática. Em 2008, 32 em cada mil mulheres latinas (de 15 a 44 anos) fizeram aborto. Na África a taxa foi de 29 a cada mil mulheres e na Europa Ocidental – que tem a legislação mais permissiva – o índice foi de 12 em cada mil.


Por outro lado, a quantidade de abortos caiu. Em 2008, cerca de 28 mulheres em cada mil interromperam a gravidez, em comparação a 35 a cada mil em 1995. Mas a proporção de abortos feitos em condições que apresentam riscos às mulheres cresceu de 44% para 49% entre 1995 e 2008. Na África, a taxa de abortos de alto risco para a vida da mulher chega a 97%, seguido pela América Latina (95%), Ásia (40%), Oceania (15%), Europa (9%) e América do Norte (menos que 0,5%).



Leia o artigo AQUI.

Pesquisa revela dados sobre parto e nascimento no Brasil


Resultados preliminares do projeto Nascer no Brasil: inquérito sobre parto e nascimento revelam que apenas 45% das mulheres que dão à luz no país planejam de fato a gravidez. De acordo com a coordenadora do estudo e pesquisadora do Departamento de Epidemiologia e Métodos Quantitativos da ENSP, Maria do Carmo Leal, "esse número aponta para uma situação preocupante, pois mostra que uma expressiva parte da nossa população não esta planejando sua reprodução. Ela vem acontecendo por acidente, e o Ministério da Saúde precisa ficar alerta e trabalhar melhor a questão da contracepção". O projeto de âmbito nacional, que teve início em fevereiro de 2010, tem como principal objetivo conhecer as complicações maternas e as dos recém-nascidos, de acordo com o tipo de parto no país. Para isso, já entrevistou 92% da amostra, revelando também que 53% dos partos no Brasil são cesáreos, com prevalência nas regiões Centro-Oeste e Sudeste. 

Com 22 mil mulheres entrevistadas das 24 mil mulheres que representam 100% da amostra , o projeto Nascer no Brasil: inquérito sobre parto e nascimento esteve representado em 191 municípios e 266 diferentes estabelecimentos de saúde. Foram entrevistadas 90 mulheres em cada instituição de saúde nas categorias pública, privada e mista (que atende pelo SUS e particularmente). Participaram da pesquisa aquelas que realizaram mais de 500 partos por ano. Todos os Estados brasileiros foram contemplados na amostra.

Na pesquisa, as mães foram perguntadas sobre tentativa de interrupção na gravidez; assistência pré-natal; local no qual realizaram o pré-natal; como o parto foi pago; como chegaram à maternidade; por quantas maternidades tiveram de passar até a maternidade onde, de fato, o parto foi realizado; se tiveram acompanhante no parto; se ficaram satisfeitas por terem direito à acompanhante; e qual foi o tipo de parto. De acordo com a coordenadora da pesquisa, apenas 45% das mulheres no Brasil planejam a gravidez, sendo 49% delas na região Sul e 40% na região Norte, sem diferenças entre capital e interior. Quando perguntadas sobre tentativas de interrupção na gravidez, 2,3% das mulheres responderam que tentaram a amostra se baseia nas mulheres que tentaram, mas não obtiveram sucesso sendo 3,7% delas na região Norte, 3,5% na região Nordeste e 1,5% nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Outro ponto levado em consideração na pesquisa foi em relação à assistência pré-natal. Os resultados da pesquisa apontam que apenas 1,2% das mulheres em todo o país não realizam assistência pré-natal, 2,2% delas na região Norte e 0,6% na região Sul, sem diferenças entre capital e interior. Quando perguntadas sobre em que tipo de serviço de saúde realizaram o pré-natal, 86% das mulheres responderam que o fizeram no sistema público sendo 43% delas somente no SUS, e 43% delas no sistema misto e 14% no sistema privado, sendo essa proporção bem mais elevada no Sudeste, com 22%, enquanto no Norte e Nordeste 5% e 6% respectivamente. Com relação a como o parto foi pago, 83,6% foram pagos pelo Sistema Único de Saúde, e 16,4% pelos Planos de Saúde. 

Mulheres são questionadas sobre como chegaram a maternidade e sobre acompanhantes no momento do parto

A forma como as mulheres chegam à maternidade também foi levada em consideração pela pesquisa: 18,5% das mulheres chegam de ambulância, sendo 12,3% da região Sudeste, 10,5% da região Sul, 32% da região Norte e 22% da região Nordeste; 74,1% das gestantes chegam à maternidade de carro ou táxi, sendo 80% na região Sudeste, 84% na Sul, 81% na Centro-Oeste e 69% na região Nordeste. Segundo Maria do Carmo Leal, há diferenças entre capital e interior, e esse cenário de maior assistência de ambulância nas regiões Norte e Nordeste é consequência de investimentos recentes do Ministério da Saúde naquelas regiões. Quase 80% das mulheres chegam à maternidade de carro e táxi e 14% de ambulância na capital. Já no interior, 73% chegam de carro e táxi e 21% de ambulância. No âmbito da quantidade de hospitais que precisam percorrer, 85% conseguem atendimento no primeiro hospital, 11% delas no segundo e cerca de 4% delas somente no terceiro hospital. Na região Sul, a taxa é diferente das demais regiões e a melhor de todas 92% das mulheres conseguem atendimento no primeiro hospital, sendo 79% para capital e 91% no interior.

As mulheres também foram questionadas sobre ter acompanhante no parto, 75,4% delas tiveram acompanhante, 81% no Sul, 76% no Norte, 78% no Sudeste, 71% no Nordeste e 65% no Centro-Oeste, com diferença entre capital e interior, 81% e 72% respectivamente. Com relação ao tipo de serviço, no público 72% das mulheres tiveram acompanhantes, e no privado 95%. Quando perguntadas sobre a satisfação de poder ter um acompanhante, 85,3% das mulheres responderam que ficaram muito satisfeitas. A pesquisa avaliou principalmente o tipo de parto no Brasil. Segundo resultados preliminares do projeto, atualmente, no país, 47% dos partos são vaginais (parto normal), 53% são cesáreos, e 0,7% utilizam fórceps. Nas regiões do país, os números de partos cesáreos são altos, 59% na região Centro-Oeste, 57% na Sudeste, 55% na região Sul e 47% nas regiões Norte e Nordeste. De acordo com Maria do Carmo, há diferenças entre capital e interior, pois são realizados 56% de partos cesáreos na capital e 51% no interior, e a divisão no serviço de saúde também é significativa, 46% no serviço público e 89% no privado. 

Esses números apontam que o Ministério da Saúde precisa reformular e formular políticas públicas voltadas para essa área. No caso das mulheres que foram perguntadas sobre o planejamento da gravidez, os números apontam claramente que a nossa população não está planejando sua reprodução, ela está acontecendo por acidente, e o Ministério da Saúde precisa trabalhar melhor a questão da contracepção, destacou a coordenadora da pesquisa. De acordo com Maria do Carmo Leal, o projeto pretende ainda não só estimar o número de partos cesáreos em instituições públicas e privadas, mas também a motivação para a opção pelo tipo de parto e descrever as complicações imediatas causadas por essas escolhas nos recém-nascidos e nas mulheres. 

O projeto Nascer no Brasil: inquérito sobre parto e nascimento foi demandado pelo Ministério da Saúde ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que abriu edital público para sua realização. Um grupo de pesquisa, coordenado pela pesquisadora Maria do Carmo Leal e composto com diversas instituições universitárias, Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) e Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) ,foi o contemplado. Além disso, o projeto recebeu suporte do Programa de Apoio à Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Saúde Pública (Inova-ENSP), organizado pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), que contemplou a coordenadora do estudo pela terceira vez no edital Cientista do nosso Estado.

terça-feira, 13 de março de 2012

Violência e Escola


Possivelmente uma das características mais marcantes da atualidade seja a violência que alcança todos os ambientes, está presente em toda a sociedade e marca as relações entre as pessoas, as instituições e os países. A violência prejudica a saúde biopsicossocial das pessoas, afeta a saúde da sociedade e pode ter consequências trágicas. Na generalização da violência, a escola também foi profundamente envolvida. 
A relação entre a violência e a escola pode ser considerada sob diferentes prismas: o da violência que acontece na escola, aquela feita à escola e a violência da escola (Charlot, 2002). Em cada caso, múltiplos enfoques e ciências podem contribuir para se conhecer mais o problema e suas raízes, que podem estar na família, na escola e na sociedade. A violência pode se manifestar na forma de vários tipos de agressão, de incivilidade e de desrespeito, mas resulta de conceitos, preconceitos, práticas cotidianas, representações sociais inadequadas, problemas psicológicos e mesmo da própria ignorância. 
A violência na escola cresceu de tal forma que passou a ser, muitas vezes, cabeçalho de jornais, matéria de revistas de grande circulação, notícia com ampla exploração no noticiário radiofônico e televisivo. Nesses casos extremos, causa indignação, consternação e medo, mas pouco se faz de concreto em termos de estudar as variáveis que a geram e a controlam, no sentido de se rever o que se está sendo feito em termos de educação para sanar essa realidade, ou de se preparar educadores e pais para uma melhor formação do cidadão. 
Embora seja inegável o contexto da violência em que vivem crianças de rua, que inclusive envolve sexo, drogas, apanhar e até matar e morrer, neste trabalho só será enfocada a violência na escola e no seu entorno. Alguns aspectos são de tal natureza e intensidade que, mesmo que sejam de curta duração, suas consequências passam até mesmo a ser fonte para noticiários internacionais. É o caso de assassinatos em  massa nas escolas, depredações e roubos. Outros são mais sutis, mas sua constância e forma acabam marcando tanto o agressor como o agredido, geram outras formas de agressão e, ocasionalmente, podem explodir e até virar manchete de jornais. Em tais circunstâncias, não é de se estranhar que o medo se instale na escola. 
É importante lembrar que embora esteja presente em todos os níveis de escolaridade, a violência assume formas, tipos e níveis diferenciados em cada um deles. Nesse sentido, quando há violência, dois personagens são caracterizáveis: o agressor e o agredido (ou vítima). O primeiro é a fonte ou a origem da ação que atinge o segundo, mas por vezes estes trocam de posição. Em algumas ocasiões a troca de violência é de tal ordem que fica difícil identificar quem está sendo emissor ou receptor da ação agressiva.


FONTE: Witter, G. P. Ponto de vista: violência e escola.Temas em Psicologia - 2010, Vol. 18, nº1, 11 – 15