terça-feira, 23 de agosto de 2011

Campanha "Curas Que Matam"

Um grupo de organizações da América Latina e Caribe lançou a campanha
"Curas que Matam".


No dia 17 de maio celebra-se o Dia Internacional contra a Homofobia, Lesbofobia e Transfobia, comemorando que em 1990, num feito histórico, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aceitou oficialmente a homossexualidade como uma variação natural da sexualidade humana. Desde então, a comunidade científica internacional se opõe a todas as abordagens que consideram a homossexualidade como uma enfermidade que deva ser “curada”. O consenso médico e político também vem crescendo em todo o mundo no sentido de adotar o mesmo enfoque sobre a transexualidade.
Opondo-se a isto, algumas vozes conservadoras ainda pregam e promovem a chamada “terapia reparativa”, muitas vezes com o apoio de correntes religiosas e, às vezes, inclusive como consentimento de instituições do Estado. Estes “tratamentos” não apenas são ineficazes como também reforçam os sentimentos de culpa e a baixa auto-estima, aumentam o sofrimento psicológico e, em alguns casos extremos, levam pessoas ao suicídio. Por outro lado, ao incentivar a homofobia, lesbofobia e transfobia, incitam a discriminação, a violência e os assassinatos.

Objetivos da Campanha

A grande campanha latinoamericana e caribenha “CURAS QUE MATAM” se opõe a qualquer terapia que pretenda “curar” a homossexualidade e a transexualidade.
EXIGE que os governos observem o princípio da laicidade dos Estados latinoamericanos e caribenhos e tomem medidas concretas para combater as práticas “reparadoras” da homossexualidade e transexualidade, incluindo a interrupção de qualquer financiamento público a instituições ou indivíduos que não estejam claramente distanciados dessas práticas.
EXIGE que as instituições nacionais ou locais de saúde pública retirem dos sistemas de saúde público e privado todas as pessoas que pratiquem ou promovam práticas “reparadoras” da homossexualidade e transexualidade.
INSTA que doadores privados e financeiras incluam como critério para aprovação de solicitações de apoio a rejeição ao discurso de terapias “reparativas” que atentam contra os direitos humanos.
SOLICITA que as autoridades religiosas condenem firmemente o uso de discursos que proponham e/ou incentivem processos de “reparação” da homossexualidade e transexualidade, e que promovam a aceitação da diversidade sexual e de gêneros.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Livro: Religião e Homossexualidades

Livro: Religiões e Homossexualidades, de
Maria das Dores Campos Machado & Fernanda Delvalhas Piccolo


Lançado no dia 23 de março de 2011, o livro Religiões e Homossexualidades discute visões de lideranças católicas, evangélicas, judias e das religiões mediúnicas (tanto kardecistas quanto afro-brasileiras) sobre questões relacionadas à homossexualidade – especialmente sobre novas propostas jurídicas – como a homofobia, a polêmica do casamento gay, direitos previdenciários e adoção.
Em uma época em que movimentos religiosos fundamentalistas procuram impor seus valores a um Estado laico, e, ao mesmo tempo, movimentos sociais defendem direitos civis de homossexuais e a criminalização da homofobia, o livro apresenta reflexões importantes para a compreensão dos embates e negociações entre as agremiações religiosas e as comunidades LGBT. O livro é resultado de um ano de pesquisa apoiada pelo Ministério da Saúde brasileiro.


sábado, 13 de agosto de 2011

17 de Maio: Dia Nacional Contra Homofobia


17 DE MAIO tornou-se oficialmente o Dia Nacional contra a Homofobia, através de decreto do Presidente Lula de 7\6\2010. Nos principais países do mundo, esta data é lembrada como um alerta para erradicar todas as formas de preconceito e discriminação contra as pessoas LGBT, que representam por volta de 10% da população mundial. Mais de 20 milhões de brasileiros, cujo índice de assassinatos aumentou em 113% nos últimos cinco anos. Em 2010 foram notificados 260 assassinatos de gays e travestis, contando-se já em 2011 um total de 76 “homocídios”, fazendo do Brasil o campeão mundial de crimes homofóbicos. O risco de uma travesti ser assassinada no Brasil é 785% maior que nos Estados Unidos.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Afinal, quem é mesmo pedófilo?



O presente artigo busca problematizar alguns dos aspectos pertinentes ao debate contemporâneo em torno das “novas” modalidades de experimentação dos desejos erótico-sexuais, em especial a pedofilia/o pedófilo, discutindo os modos pelos quais tais conceitos vêm sendo re-significados nos últimos anos. A partir do referencial teórico dos Estudos Culturais e dos Estudos de Gênero, numa abordagem pós-estruturalista de análise, pretendo mostrar que, apesar das tentativas de aprisionar/ categorizar/ normatizar determinados comportamentos em torno da sexualidade, a partir de campos de conhecimento específicos, estes escorregam, escapam, vazam, nos sentidos que lhes são atribuídos.

Por: Jane Felipe.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Orientação sexual para adolescentes: relato de experiência

Orientação sexual para adolescentes: relato de experiência

Os autores apresentam aspectos teóricos e práticos que envolvem o Projeto de Extensão Universitária "Corporalidade e Saúde" da Universidade Federal de São Paulo. O desenvolvimento ocorre no campo da Promoção da Saúde, com ênfase nas questões do corpo e sexualidade, saúde mental e violência; visando catalisar discussões e reflexões críticas sobre esse universo. Tem como principal finalidade articular ações nos campos do ensino, assistência e pesquisa. Seu conjunto de ações está direcionado a adolescentes e jovens que freqüentam escolas de ensino fundamental e médio. É uma atividade que se apóia nas orientações do Programa de Saúde do Adolescente (PROSAD), nas ementas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e na Declaração dos Direitos Sexuais da World Association for Sexology, alem dos pressupostos da Psicologia Social e Psicanálise. Trata-se de uma prática libertária em que a sexualidade, quando compreendida e adequadamente canalizada, se traduz em amor, criatividade, potência geradora de progresso e de desenvolvimento.

Por: José Roberto Brêtas.